Por que viajar pode mudar completamente a sua vida?

Só sabe a importância de viajar quem já viajou. Desde a felicidade de comprar as passagens aéreas até a síndrome pós-viagem (depois explico mais para vocês o que é), uma viagem deixa marcas em nós. Muitas vezes marcas profundas e, então, não tem mais volta. Você já não é mais a mesma pessoa que sempre foi. Pensamos que sempre que der, você deve ir para algum lugar diferente, um lugar que te faça sair daquele cotidiano (muitas vezes chato) que você enfrenta todos os dias.

Viajar é se renovar. Conhecer outros lugares, outras culturas e outras realidades lhe faz refletir sobre quem você é e muitas vezes conhecer a si mesmo. Você muitas vezes se verá voltando de uma viagem com pensamentos muito diferentes dos que tinha antes, até mesmo tendo diferentes perspectivas para o futuro. Dinheiro é a única coisa que importa mesmo? Será que não quero mais liberdade? Será que em vez de viver sempre trancado em um escritório/consultório eu não quero ter tempo para conhecer outros horizontes?

Ao voltar, você terá adquirido novos conhecimentos de mundo que nunca teve antes. Saberá capitais de países, moedas diferentes das habituais, vai olhar para um mapa ou para um globo como nunca havia olhado antes. O assunto com os amigos vai deixar de ser só sobre a faculdade ou trabalho, vai para outro campo de conhecimento. E não é todo mundo que tem esse conhecimento de mundo, não. Porque você aprendeu não lendo em um livro, mas sim vivenciando, e esses conhecimentos nunca mais serão esquecidos. Hoje o assunto de que nós mais gostamos de falar com certeza é sobre viagens. Qualquer coisa. Pode ser as nossas viagens, a sua viagem, a viagem de um conhecido, falar sobre mapas, globos, países, culturas, línguas…

Viajar te faz valorizar seu dinheiro e querer cada dia mais economizar com coisas supérfluas para poder viajar nas próximas férias. Você simplesmente passa a valorizar novas experiências em vez de coisas materiais. Você simplesmente deixa de achar aquele cara que largou tudo para viajar o mundo um louco. Na verdade você passa a achar a experiência dele fascinante. Você passa a olhar para uma máquina fotográfica de outra maneira. Você quer aprender a tirar boas fotos de suas aventuras.

Viajar te faz conhecer novas realidades e novas línguas. Ao viajar você tem a oportunidade de conviver com povos que cultuam outras religiões (e muitas vezes não vão nem saber o que é cristianismo), que têm rituais totalmente diferentes dos seus, hábitos diferentes dos seus. Você voltará para casa com vontade de aprender novas línguas e com vontade de contar a todos como foi estar lá, como foi ver que existe, sim, muita coisa além do seu mundo. Que o mundo vai muito além daquele seu universo de preocupações, culpas ou exigências.

Viajar te faz conhecer pessoas sensacionais. Sim, ao viajar você se mete em apertos, em situações complicadas (afinal você muitas vezes não está habituado ao ritmo daquele local). É aí que essas pessoas entram. Em nosso caminho, por exemplo, encontramos várias pessoas que pararam tudo que estavam fazendo para nos ajudar. Para nos dar uma informação, um alento. Nós nunca nos esqueceremos dessas pessoas. Elas permanecerão nas nossas mentes e corações para sempre. Então, você passa a valorizar mais o papel da ajuda, percebe que se cada um de nós ajudasse um ao outro de alguma maneira, o mundo seria um lugar melhor. E tem lugares no mundo que realmente funcionam porque as pessoas se ajudam.

Viajar te faz ver com mais criticidade tudo que acontece ao seu redor. Inclusive te faz enxergar seu país de outros ângulos. Começa a ver que algumas coisas simplesmente não funcionam e que outras até funcionam bem por aqui. Começa a te fazer olhar para o cotidiano de forma diferente, te fazer pensar que aquelas aulas expositivas da universidade ou aquele trabalho monótono podem estar acabando com a sua criatividade, que o período integral muitas vezes não te deixa fazer coisas de que gosta e que são importantes para você.

Viajar te faz valorizar coisas que antes não valorizava. Um final de semana de tranquilidade, um momento para caminhar e jogar conversa fora, para se dedicar aos seus hobbies. Tudo isso você passa a valorizar mais depois que adquire novas experiências. Você começa a ver que há coisas mais importantes na vida e no mundo do que o seu sucesso profissional. E te faz lembrar mais uma coisinha: a vida é só uma!

Viajar te faz descobrir novas habilidades. Você não sabia que podia tirar fotos boas, que podia organizar um blog inteiro sozinho, que podia escrever coisas que ajudassem outras pessoas. Você só descobre quando é desafiado. E não tem coisa melhor que uma viagem para desafiar você. Ela exige que você tenha habilidades (por exemplo, que você saiba conviver bem com outras pessoas que nunca viu antes). E é em um desses momentos que você percebe que tem muito mais habilidades do que imaginava. Elas só estavam ali, escondidas, esperando para serem despertadas.

Ahhh! E quando você voltar, você provavelmente sofrerá da Síndrome pós-viagem. Lembra o começo do post? Isso não é nada mais nada menos que aquela saudade imensa da viagem que passou, intercalada com momentos de tristeza por tudo ter acabado. Você se lembrará de cada mínimo detalhe da sua viagem. Mas não esquenta… Logo já vem uma outra fase: a de pensar nas próximas viagens. E aí você deixa a tristeza de lado (ainda com saudades) para se concentrar em uma nova aventura. E quem sabe você não percebe que dentro de você sempre existiu um espírito de viajante? Então, se joga!

Comentários

  1. sandra

    Nossa!!!! Muito bom saber que existem outras pessoas que pensam como você.
    Viajar tormou se nossa ( minha e de meu esposo) filosofia de vida.
    Quando retornamos de uma, enquanto sekecionamos fotos e registros, já estamos organizando a próxima…
    Viajar, conhecer novas culturas é incrível.
    Quero poder fazer isso ainda durante muitos anos…
    Que bom que começaram cedo.

    1. Post
      Author
      filosofiadeviajante

      Que ótimo, Sandra! Não tem coisa melhor pra curar essa “síndrome pós-viagem” do que já começar a organizar outra, né? Vamos continuar postando esses textos com um toque mais “filosófico” hehehe… Um grande abraço!

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