O que não deixar de fazer em uma primeira visita a Buenos Aires

Antes de decidir o que você vai fazer em Buenos Aires, você precisa saber quantos dias terá para ficar na cidade. O recomendado, em nossa opinião, é pelo menos uma semana, mas se você tiver menos tempo, considere ficar pelo menos 4 dias. Quanto ao tempo máximo, arriscamos dizer que não existe, porque Buenos Aires tem muito a oferecer. Nesse post, selecionamos os lugares que são essenciais para uma visita de qualquer duração.

Plaza de Mayo 

Cartazes de protesto na Plaza de Mayo, lugar de manifestações na capital argentina
Catedral Metropolitana de Buenos Aires, uma das igrejas mais importantes do país

A Praça mais emblemática da cidade (e mais cheia também). Aqui você irá encontrar a Casa Rosada (que de fato é rosa) e onde você pode fazer visitas guiadas (grátis!) para conhecer o seu interior. É obrigatória a reserva antecipada, a qual pode ser feita com no máximo 15 dias de antecedência (mais informações nesse link). Nós fizemos a visita, que durou 1h30min e achamos que valeu muito a pena. Ela foi interessante porque conhecemos a construção por dentro e aprendemos um pouco mais sobre a história da Argentina.

Nessa praça também encontramos a Catedral Metropolitana de Buenos Aires, uma das igrejas mais incríveis da Argentina e Patrimônio Histórico Nacional. Vê-la independentemente já é suficiente, mas também é possível realizar tours guiados lá dentro. O custo é de 8 pesos por pessoa e os grupos são de, no mínimo, 15 pessoas, sempre pela manhã. Devem ser combinadas por telefone, com a secretaria, de segunda a sexta, das 10h às 14h.

Outro lugar incrível, localizado nessa praça, é o famoso Cabildo de Buenos Aires. Durante a época colonial, o edifício foi o lugar que representava a cidade frente à metrópole, com funções jurídicas e administrativas, além de servir de prisão. O Cabildo de Buenos Aires teve mais importância com a criação em 1776 do Vice-Reino do Rio da Prata, cuja capital era Buenos Aires. Foi nesse lugar também que foi declarada a Revolução de Maio de 1810, estopim para a independência de vários países da região platina. É possível entrar e visitar as exposições de forma independente ou com a ajuda de guias. Para mais informações, clique aqui.

La Boca 

Uma das ruas que compõem o Caminito
Estádio ‘La Bombonera”, do Boca Juniors

O bairro do emblemático time de futebol Boca Juniors. Possui duas atrações principais: Caminito e La Bombonera. Fomos no Caminito e não gostamos muito. Achamos muito “pra turista ver”e sem graça.  Há muitas pessoas oferecendo serviços, restaurantes, passeios e isso sempre nos enche muito a paciência. Talvez foi isso que atrapalhou nossa experiência.

A outra atração é o estádio La Bombonera, “casa”do Boca Juniors. É possível visitá-lo através de passeios guiados. Também há um museu que conta a história do time, que está incluso em todos os tipos de bilhete. Para informações de preços e horários, clique aqui. Não fizemos a visita porque não estávamos tão interessados, mas para quem gosta de futebol talvez valha a pena.

Espetáculo no Teatro Colón

O lindíssimo interior do Teatro Colóm

Ver um espetáculo nesse teatro tão charmoso é um bom programa de fim de tarde na cidade. Nós vimos uma ópera longuíssima (5h de duração) e ainda por cima de pé. Achamos que não foi uma experiencia tão boa quanto poderia ter sido porque nos cansou muito e mal conseguimos aguentar toda a apresentação. O melhor é conseguir um ingresso que caiba no seu bolso, mas que também te ofereça o mínimo de conforto. Para ver a programação do teatro, clique aqui. Você também pode usufruir dos tours guiados oferecidos clicando aqui.

Plaza del Congreso

O imponente prédio do Congresso Nacional Argentino

Um dos Congressos mais lindos que já vimos (por fora). Gigantesco, estonteante, chamativo. A praça que o acompanha é ainda mais charmosa (apesar de caótica, como muitas coisas em BA). Soubemos da visita guiada (gratuita!) e ficamos esperançosos de que fosse uma boa oportunidade de aprender mais sobre a história do nosso vizinho, como foi na Casa Rosada. Mas não. A visita foi extremamente desorganizada, não conseguimos ver várias salas que estavam em reforma, o nosso guia enrolava muito e o Congresso deixava muito a desejar por dentro (era lindo, mas pareceu mal cuidado). Acabamos ficando decepcionados, porque esperávamos mais. Para participar, não é preciso realizar reserva antecipada, somente comparecer ao prédio do Congresso (área de visitas, na Rua Hipólito Yrigoyen nº 1849) uns minutos antes do horário da próxima visita (dias úteis, exceto quarta-feira, às 12:30 e 17h) e realizar um cadastro/identificação (nesse momento você precisa ter seu passaporte/RG em mãos). Saiba mais aqui.

 


Leia também: Onde comer e beber barato em Buenos Aires


 

Ferias de San Telmo e Mataderos

Feria de San Telmo
Feria de Mataderos

Ahhh… como nós amamos as feiras de domingo!! Comida boa, produtos artesanais, lembrancinhas de viagem. O maior contra de várias feiras que existem em grandes cidades é que elas acabam se tornando turísticas demais, e perdem um pouco sua identidade. E aí está a grande diferença entre as duas feiras que citei acima. A Feria de San Telmo é bem mais turística (foi um dos lugares que mais ouvimos português na viagem) e acaba sendo uma feira bem cheia e com pouca coisa legal pra ver.

Já a Feria de Mataderos é uma “feira mais raiz”. Comida boa (choripán, bondiola, empanadas) e muito mais barata que o que se vê nas áreas turísticas de BA. Alfajores artesanais, panquecas de dulce de leche, queijos coloniais, doces, bolos… Muitas opções, a um preço justo. Assistimos a uma dança típica gaucha enquanto uma banda se apresentava. Show de bola! O mais interessante é que fomos nas duas feiras no mesmo domingo e aí pudemos ver bem nitidamente a diferença entre as duas. Recomendo que se concilie as duas no mesmo domingo também. Só atenção para os horários da feira: a de San Telmo vai até mais cedo. Contudo, tome cuidado, não recomendamos que se circule pelos arredores da Feria de Mataderos durante a noite. Nos arredores da Feria se encontra a famosa Villa 15, uma zona social vulnerável da cidade e com altos índices de criminalidade.

Recoleta

Museo de Bellas Artes

Além de abrigar um dos cemitérios mais famosos do mundo, o Cementério de la Recoleta (entrada gratuita), esse bairro abriga o ótimo Museo de Bellas Artes (entrada gratuita também!!) e a Floralis Generica, um dos cartões postais mais fotografados pelos turistas que por aqui passeiam. Eu particularmente não curto muito visitar cemitérios. Não vejo graça nenhuma e nesse o sentimento não foi diferente. Somente visitamos o túmulo de Eva Perón para não perder a tradição e logo caimos fora. O Museo de Bellas Artes é o segundo melhor da capital (depois do MALBA, é claro) e apesar de não ser do nível dos grandes museus europeus, também não decepciona.

Palermo

O interior do famoso MALBA, um dos melhores museus da América Latina
Parque 3 de febrero

Esse bairro é um dos mais completos da cidade. Nele encontramos o MALBA (Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires), os lindos Bosques de Palermo (que inclui o Jardín Japonés e  Jardín Botánico), as artes de rua sensacionais do Palermo Soho e o Parque 3 de febrero. O MALBA é a única atração que pagamos em nossa viagem (cerca de R$10 cada um, meia-entrada) e que fez jus a cada centavo. Exposições de qualidade, museu bonito e bem cuidado. Um dos melhores museus da América Latina, sem sombra de dúvidas. Para mais informações de preços e horários de abertura, acesse esse link.

No Jardín Japonés não fomos, porque era pago (e nem tão barato assim, cerca de ARS120) e não estávamos tão interessados em visitá-lo. Mais informações aqui . Já o Parque 3 de febrero é um dos parques mais incríveis da cidade. Vale passar um tempo lá, relaxando e se sentindo como um local. Aproveite também para apreciar os inúmeros grafites que existem nas ruelas de Palermo Soho, uma das regiões mais cool da capital argentina.

Uma das livrarias mais incríveis do mundo, El Ateneo Grand Splendid

O interior do El Ateneo Grand Splendid

Uma das livrarias mais lindas do mundo está aqui na capital argentina e aberta ao público, gratuitamente. Nós nem arriscamos comprar algo aqui porque os preços eram muito superiores aos das outras livrarias, mas o ambiente é de arrancar suspiros de qualquer um. Não só pela magnitude, mas também por manter os mesmos contornos do antigo teatro que ocupava o local. O Ateneo Grand Splendid possui a maior quantidade e variedade de livros do país: 120 mil títulos em estoque. Segundo dados, passam por lá cerca de 3.000 pessoas por dia e são vendidos mais de 700.000 livros no ano. Incrível, não?

Puerto Madero

A orla de Puerto Madero, ótimo lugar para caminhar na cidade
A famosa “Puente de la Mujer”, de Santiago Calatrava

O local onde esse bairro está inserido foi, no final do século XIX e no início do século XX, uma área de porto. A revitalização dessa região, iniciada na década de 1990, foi um dos projetos de renovação urbana mais bem sucedidos do mundo. Em minha opinião foi um dos lugares mais lindos de BA e também um dos melhores para se caminhar. Aqui se encontra a Puente de la Mujer, do famoso arquiteto espanhol Santiago Calatrava. A obra é linda, mas achei que está um pouco descuidada. Infelizmente, em várias cidades da América Latina vemos que os monumentos históricos não são tão bem conservados quanto mereciam. Uma pena. No demais, o bairro oferece vários restaurantes e lojas. Um ótimo lugar para dar um slow down nos dias de andança.

E aí? Gostou das nossas dicas? Tem alguma dúvida ou sugestão? Escreva nos comentários abaixo 😉

Gostou? Quer nos contar sua experiência de viagem? Deixe um comentário!